Nesta sexta-feira, dia 22 de fevereiro, estreiou a nova série original do Netflix: “Go! Viva Do Seu Jeito”. Focada no público adolescente da América Latina, a produção chegará a 192 países. Ao todo, os 15 primeiros episódios, todos produzidos pela Onceloops e Kuarzo Entertainment Argentina, serão ambientados na prestigiada Saint Mary´s Academy, uma escola famosa pelo aclamado departamento de artes e seus estudantes privilegiados.
Extremamente musical, a série já chega acompanhada de trilha sonora própria. Ao todo, são 13 canções originais. Disponíveis na versões espanhol e português em todas as plataformas digitais.
Mia (Pilar Pascual), uma menina talentosa e destemida que vive com sua madrinha adotiva, recebe uma bolsa para estudar dança na prestigiada Saint Mary’s Academy, uma escola reconhecida pelo departamento de artes cênicas e por seus estudantes de elite. Ao chegar lá, Mia entra em conflito com a filha do dono da escola, a garota mais popular e talentosa de Saint Mary’s. Com a ajuda de seus dois novos melhores amigos, Mia se prepara para surpreender todos, até mesmo o jogador de basquete e galã da escola, Álvaro (José Giménez Zaplola), irmão da sua rival!
“Oito Mulheres e um Segredo” chega aos cinemas para mostrar como é divertido ver um time de estrelas de primeira grandeza de Hollywoodtrabalhando juntas.
A indústria cinematográfica ainda está muito longe de ser igualitária e justa com as mulheres, e lutar para que isso mude é muito necessário. Mas “Oito Mulheres e um Segredo”, que estreia nesta quinta (7) em cinema de todo o Brasil, não se dedica a ser um libelo feminista.
Debbie Ocean (Sandra Bullock) é a personagem que liga “Oito Mulheres e um Segredo” aos outros três filmes da franquia (“Onze Homens e um Segredo” e os sucessores “Doze Homens e Outro Segredo” e “Treze Homens e um Novo Segredo”). Ela é a irmã de Danny Ocean (George Clooney), que supostamente está morto. Assim como o irmão, ela faz parte de uma linhagem familiar de golpistas, e, depois de passar cinco anos na cadeia, está pronta para sair em liberdade e, diz ela, viver uma vida tranquila.
A sequência que mostra Debbie voltando à sociedade faz lembrar porque histórias de golpistas são tão atraentes. Sem usar de violência, só na malandragem, ela surrupia itens de luxo na chiquérrima loja Bergdorf Goodman, e consegue se hospedar de graça em um hotel 5 estrelas. Só levando as pessoas na conversa, usando a inteligência e o charme. Golpistas são os criminosos mais amáveis – desde que não sejamos as vítimas.
Os cinco anos na prisão serviram para Debbie planejar o crime perfeito: roubar uma joia de 150 milhões de dólares, diretamente do pescoço da anfitriã do MET Gala, Daphne Kluger (Anne Hathaway). Para quem não sabe, o MET Gala é um evento exclusivíssimo, acontece todos os anos no Museu Metropolitan, em Nova York, e reúne centenas de ricos e famosos.
O plano de Debbie não pode ser executado só por ela. Para alcançar o objetivo, ela recruta a parceira Lou (Cate Blanchett), a joalheira Amita (Mindy Kaling), a estilista Rose Weil (Helena Bonham Carter), a hacker Nine Ball (Rihanna), a trombadinha Constance (Awkwafina) e a dona de casa e receptora de produtos roubados Tammy (Sarah Paulson). Unindo as melhores habilidades de cada uma, elas vão atrás do colar premiado.
Para os fãs de moda e celebridades, o segundo ato do filme é puro deleite. O MET Gala é um evento que, da porta do museu para fora, é fotografado, transmitido e celebrado. Da porta para dentro, é um tanto misterioso: quem é convidado nunca fala muito sobre o que acontece por lá. Há uma política de não usar celular e não postar em redes sociais detalhes da festa. O filme é uma oportunidade de imaginar, com mais recursos, o que acontece quando as celebridades saem do tapete vermelho e entram no museu.
No meio de um elenco tão estrelado, quem provoca as melhores risadas é Anne Hathaway, no papel da egocêntrica e deslumbrada estrela de cinema Daphne Kluger. A sequência em que ela experimenta o colar de 150 milhões de dólares pela primeira vez e sente um prazer quase sexual é hilária. O time de golpistas tem química e funciona bem quando estão juntas em cena, mas as cenas com Hathaway são brilhantes.
Assistir às golpistas trabalhando juntas é uma delícia. Quando surge a ideia de escalar um homem para ajudar no plano, ela é descartada, porque “homens chamam a atenção, mulheres são ignoradas”. Por isso é uma pena que, no meio de tanta diversão entre mulheres, tenha de haver um homem chamando a atenção
O galerista Claude Becker (Richard Armitage) é o antagonista de Debbie Ocean no filme, mas para quê? A empreitada em busca do colar milionário bastava, afinal de contas, encher o bolso de diamantes e dinheiro já é motivo suficiente para se meter em um crime, certo? Não precisava ter um homem, um romance e uma mágoa como motivação.
“Oito Mulheres e um Segredo” vale o preço do ingresso e a ida ao cinema, para ver na telona os looks incríveis, as boas piadas, o elenco estrelado. Ao fim do filme fica um gostinho de que poderíamos ter mais cenas com Rihanna, mais momentos com todas juntas e mais e mais golpes. A torcida é para que, assim como “Onze Homens e um Segredo”, a história das mulheres golpistas se desdobre em mais capítulos.
Anne Shirley, interpretada pela fantástica Amybeth McNulty, é uma garota de 11 anos excepcional, fantástica, singular (e ela também adora usar palavras difíceis!). Orfã, ela já passou por sofrimentos inimagináveis, mas, de alguma forma, ainda conserva uma vontade inabalável de que as coisas deem certo. Criativa, enxerga nos livros um lugar seguro – e melhor do que a vida real – onde pode ser tudo, seja uma princesa chamada Cordélia, seja uma guerreira.
A sorte dela começa a mudar, no entanto, quando é adotada por engano por um casal de irmãos idosos – eles, na verdade, queriam um menino para ajudar nos afazeres da fazenda. Obviamente, ficam encantados pelo carisma e pela personalidade exuberante da garota, mas até resolverem dar o “braço a torcer” muita coisa acontece e isso inclui muitas lágrimas de quem está assistindo.
Não dá para mentir, quem lê a sinopse ou até começa a assistir pode, no início, achar meio careta, meio “não é possível que eu vou gostar de assistir esse dramalhão”. Preconceito bobo. “Anne With an E” é, sim, uma série inocente e com pretensões de agradar toda a família, mas não vira as costas para questões do nosso tempo e, de uma forma delicada, coloca o dedo na ferida e fala sobre feminismo (ela é muito feminista, sério!), religião, bullying, luta de classes e casamento homossexual.
Trailer
A melhor palavra para definir a série? Apaixonante. Ela cumpre bem o papel de entreter, mas faz mais, obrigada quem assiste a refletir, a reconsiderar ideias e verdades tidas como absolutas. É como se dissesse, também, para o telespectador que tudo vai ficar bem, tudo pode ficar bem e as pessoas podem se unir um pouquinho mais. Em 2017, otimismo nunca é demais, não é, minha gente?
Produzida para a TV do Canadá e, posteriormente, adquirida pela gigante de streaming, “Anne With an E” já tem uma segunda temporada confirmada e deve estrear em 6 de Julho na netflix em 2018.
3ª Temporada prevista para Julho de 2019.
Recomendo Muito! Vocês vão se apaixonar pela Anne!
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